Umbanda e Quaresma

Postado em 28/02/2010 • Artigos0 comentário

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Esta prática segundos alguns, se consolidou no final do século III, tendo sido citado no 1° Concílio de Nicéia, no ano 325. Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa.

No hemisfério norte a quaresma é o período do fim do inverno. Tempo de recolhimento porque a Natureza está terminando um ciclo de vida.
Muitas histórias, mitológicas ou não, como a do êxodo dos judeus para o deserto e a própria morte de Jesus  foram identificadas com esta manifestação da Natureza, com esta época do ano. O sofrimento gerado pelo fim do inverno, pelo tempo de escassez, pela ausência de vida existe desde nossos mais remotos ancestrais. Hoje é engrossado por quase todos aqueles que participam da tradição judaica e cristã por causa do êxodo e Jesus.  Conhecendo as energias da Natureza e como um resquício do sincretismo necessário no começo dos cultos africanos pelos escravos no Brasil.
Alguns umbandistas que compreendem a quaresma do ponto de vista energético, entendem este período
com uma predominância de energias de sofrimento, desequilibradoras.  E alguns celebram seu fim.

Mas o principal nesta época para nós médiuns é vigiarmos nossas ações e nossos pensamentos, pois de nada adianta fazermos alguns sacrifícios e abstenções e não nos limparmos intimamente, nos religando ao nosso “Eu Superior”. É o momento de refletir para “matar dentro de nós” aquilo que nos afasta de Deus (egoísmo, preconceito, inveja, cobiça, avareza, etc…) para preparar nosso renascimento na páscoa. Somente assim conseguiremos cumprir o verdadeiro objetivo desse ato litúrgico que é a quaresma. Durante a quaresma recolhemos os atabaques e as palmas em respeito às tradições e por questões de equilíbrio energético.

Nós não fechamos o terreiro pois, se há tantos espíritos perturbados soltos durante a  quaresma, é justamente nela que precisamos trabalhar para auxilio deles e de quem mais nos procurar. Não podemos nos abster de prestar a caridade, bandeira maior de nossa lei. Um pronto-socorro espiritual não pode, nem deve, permanecer sem atendimento durante um período tão longo.

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