Preleção da semana do trabalhador

Postado em 11/05/2015 • Preleção0 comentário

Estamos diante de uma questão fundamental para quem deseja viver de modo coerente a fé.

Essa máxima retirada do evangelho acabou virando ditado popular, Mas qual é o significado?

Algumas pessoas procuram um terreiro apenas para resolver um problema temporário, pois alegam não ter tempo para desenvolver ou frequentar porque estão esperando “firmar” primeiro no trabalho, no mundo material para depois se dedicarem ao mundo espiritual. Porém na matemática da espiritualidade como funciona essa equação? Vamos refletir sobre essa importante questão…

 

Primeiro a obrigação, depois a devoção.

 

Antigamente usava-se e abusava-se dos provérbios.
Pais, avós, tios tinham como referência, achando e, muito bem, que o povo sabe o que diz.
Assim, houve um que se tornou em norma de conduta: Da nossa conduta: Mas qual é o significado?

Há muitos anos  o sentido  subjacente da frase poderia ser explicado, como que, antes de mais nada, deveríamos cumprir os nossos deveres  e só depois realizar o que nos daria prazer.

A nossa mãe, daria o exemplo de muitas mulheres que não cumpriam as suas tarefas domésticas para “correr ” para a sacristia ( Igreja ) e isso era errado.

Porém aqui, há um dualismo que separa a obrigação (vida social) da devoção (vida espiritual), como se ambas fossem duas dimensões distintas.

Isso ocorre porque precisamos aprender a estabelecer as prioridades entendendo a real importância do mundo espiritual, não é a toa que Jesus nos disse “Meu Reino não é deste mundo”

Normalmente cometemos o equívoco de priorizar uma em detrimento da outra quando na verdade o segredo está em “viver uma através da outra” estando em harmonia com o mundo material e espiritual, levando toda bagagem e conhecimento que Deus nos transmite através da vivência religiosa para o mundo material, pelas nossas atitudes e ações no dia a dia.

Não devemos e nem podemos separar um do outro e nem tão somente priorizar apenas um, deve haver o equilíbrio que só a verdadeira compreensão e exercício da religião pode trazer.

Os atos feitos por livre vontade têm mais mérito diante de Deus que os exigidos pela necessidade ou pela obrigação. Por não serem exigidos, fazemo-los unicamente por amor.

Nesse sentido, é importante acei­tar de bom grado de maneira geral, toda atividade que nos cabe realizar, o trabalho que Deus nos dá para executar. Precisamos fazê-lo da me­lhor maneira possível, de coração, com todo o amor, fazendo­-o para Deus e não apenas porque o patrão fiscaliza ou porque ganharemos algum dinheiro.

Pouco importa se o Senhor nos coloca em funções honrosas aos olhos dos homens ou em uma atividade anônima e humilde. O que importa é amar a Deus com puro amor, combatendo os desejos do nosso amor­ próprio que sempre nos quer ver ocupados em “obras honrosas”.

Em resumo, precisamos com a mesma paz procurar fazer tudo, coisas grandes ou pequenas, agradáveis ou desagradáveis, bastando que agradem a Deus.

A palavra “devoção” significa sentimento piedoso, busca pela divindade. No ditado apresentado quer dizer que a devoção não pode ser algo obrigatório.

Como o Reino de Deus é espiritual ele se apresenta em primeira estância (por exemplo, agindo e mantendo uma postura como Umbandista nas nossas atividades diárias, na vida) sem deixar de nos envolver nas atividades sociais.

 

O importante é assimilar que o que fazemos no mundo material, reflete no mundo espiritual e vice versa.

 

Reflexão extraída de textos sobre provérbios, textos Católicos e Espíritas.

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